PESQUISA DA FUNDAÇÃO HOSPITAL DE OLHOS DETECTA FALHAS NA VISÃO DE UNIVERSITÁRIOS
Estudo revelou que 68,5% dos estudantes avaliados têm algum problema de visão
Um levantamento feito pela Fundação Hospital de Olhos detectou que cerca de 22% dos alunos de ensino superior de Belo Horizonte têm grande dificuldade de enxergar sem o auxílio de óculos e mais 46,6% têm uma pequena dificuldade para ver com precisão. Destes, cerca de 80% têm problemas na visão de longe, o que configura um alto nível de miopia entre os jovens.
Os dados são resultado de uma pesquisa realizada pelo projeto Vim-te-ver Universitário, que já avaliou mais de 4 mil estudantes de ensino superior em Belo Horizonte, desde abril de 2006. Os testes não avaliaram o grau de deficiência dessas pessoas, mas permitiu repassar orientações sobre como se encontra o alcance visual – o que, na oftalmologia, se dá pela referência 20- 20, um nível técnico indicador de boa visão.
De uma amostragem de mil pessoas do total avaliado, 685 estavam com a visão insatisfatória, sendo orientadas a realizar uma avaliação mais detalhada com um oftalmologista por apresentarem um nível maior de dificuldade visual. Outros 146 estudantes apresentaram a visão um pouco abaixo do normal e foram alertados para não se descuidarem dos olhos com consultas e exames periódicos.
Segundo o oftalmologista Ricardo Guimarães, diretor da Fundação Hospital de Olhos, esses índices são preocupantes uma vez que 80% dos estudantes avaliados estão na faixa etária de 18 e 25 anos – período de muita atividade e que requer uma visão apurada. Além disso, os alunos que vêem melhor, possuem maior facilidade para absorver informações, o que aumenta a probabilidade de sucesso profissional.
O “Vim-te-ver Universitário” é um projeto da Fundação Hospital de Olhos, mantida pelo Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, para atender a uma necessidade percebida nas faculdades e universidades de promoção da saúde ocular e qualidade de visão como fator influente no processo de aprendizagem do aluno. “Nosso projeto busca ‘clarear’ a informação à luz da melhor qualidade da visão, pois muitos alunos necessitam sentar nas primeiras carteiras ou dependem do auxílio de colegas e professores para acompanharem as aulas. Muitas vezes, possuem até uma percepção distorcida da informação pela baixa qualidade da visual”, explica o oftalmologista.
O projeto ainda promove palestras gratuitas educativas e de prevenção em estandes montados nas próprias universidades, como também faz os testes de visão em todos os alunos que procuram atendimento. Por meio de um contrato de descontos estabelecidos com a universidade, os alunos recebem benefícios e facilidades no acesso à qualidade da visão.
ACESSO À SAÚDE Em um ano, o projeto Vim-te-ver Universitário visitou quatro escolas de ensino superior da capital (UNI-BH, Pitágoras, Facisa BH e Estácio de Sá) para identificar problemas na visão dos jovens. Os próximos levantamentos devem acontecer na Faculdade Promove e na Faculdade de Direito da UFMG.
Ricardo Guimarães conta que o projeto identificou que a maioria dos universitários não possui planos de saúde, tem problemas de qualidade de visão, enfrenta dificuldades financeiras e tem pouca informação sobre os cuidados com os olhos. “A relevância desse estudo está no impacto positivo que pode produzir na qualidade de vida do universitário pela melhoria da percepção do mundo a volta dele”, completa.
O Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães é referência internacional em Oftalmologia e há 20 anos se dedica ao aperfeiçoamento de profissionais, investimento em tecnologia de ponta e treinamento de uma equipe altamente especializada e preparada para oferecer o que há de melhor na oftalmologia no Brasil e no mundo. Há 12 anos, trabalha na promoção da saúde ocular como empresa cidadã ciente e consciente de seu papel preventivo na comunidade e junto a diversos setores e empresas.