PISCINAS MOVIMENTADAS AUMENTAM O RISCO DE CONTAMINAÇÃO

Visão dinâmica é segredo para boas jogadas; exercícios oftalmológicos podem ajudar atletas a melhorar desempenho

Sol, água e areia podem formar uma boa combinação, mas requer muito cuidado com a saúde dos olhos. No verão, a incidência de conjuntivites, alergias e irritações oculares causadas pelo cloro, protetores solares e bronzeadores chega a ser 10 vezes maior do que nos demais meses do ano. A superexposição à luz ou o contato dos olhos com qualquer substância química pode gerar desconforto visual e até lesões crônicas. Além disso, o olho pode desenvolver pinguécula ou piterígio, que são pequenas lesões esbranquiçadas que aparecem nos olhos e somente podem ser retiradas por meio de cirurgias.

Para quem usa lentes de contato, os cuidados devem ser redobrados. Além de não abrir os olhos debaixo d’água – recomendação que vale para todos -, os usuários de lentes devem se valer também de óculos de sol para evitar a entrada de ciscos e areia nos olhos. Segundo a oftalmologista Ana Maria Vieira da Rocha, especialista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, os raios ultra-violetas (UV) ainda podem causar muitos danos à visão. “Da mesma forma que existem protetores solares para a pele, os óculos de sol possuem filtros em diferentes porcentagens. Quanto mais alto este índice, melhor. Isso não quer dizer, entretanto, que os óculos mais escuros são os que dão melhor proteção. O filtro UV pode ser colocado até mesmo em lentes transparentes. O importante é saber a procedência dos óculos para garantir que os olhos estarão protegidos”, alerta.

De acordo com a oftalmologista, a qualidade dos óculos interfere significativamente na visão, que depende de cores, foco, brilho e contraste. “Uma lente ruim diminui a qualidade visual da pessoa, além de permitir a entrada de raios UV com mais facilidade, uma vez que a pupila está mais dilatada. Por isso, não aconselhamos a compra desses produtos em camelôs”, ressalta.

No caso de qualquer contaminação, Ana Maria aconselha que se lave bem os olhos com água filtrada ou, de preferência, soro fisiológico. Além disso, é importante que se procure um oftalmologista para a indicação de colírios ou tratamentos adequados para impedir a progressão do problema. Ela destaca, porém, que o melhor a se fazer é prevenir, escolhendo bem os lugares para um mergulho e tomando todos os cuidados necessários.

janeiro de 2007