SENSIBILIDADE À LUZ PODE CAUSAR DORES DE CABEÇA

Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães obtém bons resultados no tratamento de cefaléias visuais através de lentes seletivas

Conhecida por quase 80% da população brasileira, a dor de cabeça impacta a vida social e econômica de boa parte dos que sofrem do mal. Segundo pesquisa norte-americana, mais de 30% das pessoas que já sentiram cefaléia declararam ter faltado ao trabalho nos últimos três meses por causa das dores. Estimativas apontam que o prejuízo em produtividade devido à doença chega a US$ 13 bilhões anualmente. A principal dificuldade no tratamento da doença está relacionada à dificuldade de diagnóstico, já que a cefaléia pode ter diversas origens como alimentar, alérgica, traumática, infecciosa e, inclusive, de sensibilidade à luz. A oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Márcia Guimarães, ressalta que o diagnóstico de cefaléia e enxaqueca deve ser criterioso, especialmente quando relacionado ao aspecto visual.
A enxaqueca visual decorre da dificuldade em interpretar determinadas frequências de luz, que geram hiperexcitabilidade no cérebro e causam episódios de dor com efeitos que podem ser visuais, motores ou até vertiginosos. “É necessário investigar todas as possíveis causas da doença e eliminar possíveis pontos de origem da dor para atingir o diagnóstico correto. É importante frisar que nem todas as pessoas que sofrem de hipersensibilidade à luz necessariamente possuem enxaqueca visual. Em alguns casos a luz provoca apenas um desconforto visual, não chegando a causar dores”, explica a especialista.
         Durante 37 anos a enfermeira Leane de Souza sofreu com dores de cabeça intensas e quase diárias. Não suportava o reflexo e a claridade da luz quando precisava ler um livro ou jornal. Se tentasse insistir na leitura por muito tempo surgia a vertigem. Para estudar, inventava formas de amenizar o problema, inclinava os cadernos ou ficava em um ambiente de baixa luminosidade, mas, ainda assim, a dor de cabeça persistia. Os médicos atestavam que sua saúde ocular era perfeita e as tomografias não detectavam nenhuma alteração. Não satisfeita, Leane procurou dezenas de alternativas, até que obteve o diagnóstico correto no Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães. Leane descobriu que sua dislexia de leitura acompanhava a sensibilidade à luz. “Se tivesse descoberto antes, teria passado com mais conforto e qualidade todas as atividades da minha vida”.
De acordo com a oftalmologista Márcia Guimarães, as cefaléias com origem na sensibilidade à luz dificilmente são tratadas com analgésicos comuns ou antiinflamatórios, já que a fonte de irritação continua agindo. Uma alternativa que mostrou bons resultados são os filtros seletivos, também utilizados para dislexia de leitura. Pesquisas realizadas pela especialista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães comprovaram a eficácia dos filtros na eliminação das frequências de luz que causam a sensibilidade e desencadeiam a cefaléia.
Para apresentar esse e outros assuntos ligados à relação entre luz e visão e seus distúrbios, o Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães irá realizar a 5ª edição do Curso de Dislexia de Leitura voltado para a capacitação de especialistas da saúde e da educação. As aulas acontecem de 12 a 14 de março, na sede do Hospital, em Belo Horizonte. Serão apresentados os resultados brasileiros obtidos com a utilização dos filtros seletivos em pacientes com dislexia atendidos pela instituição.
As inscrições para o curso podem ser feitas pelo site www.dislexiadeleitura.com.br

Serviço:

Data: 12, 13 e 14 de março

Horário: 08h30 às 18h               

Local: Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães

Endereço: Rua da Paisagem 220 - Vila da Serra – Belo Horizonte

março de 2009