Retina

Uma finíssima camada de tecido sensível à luz, localizada no fundo do olho, a retina é formada por milhões de células fotorreceptoras, que captam, registram, decodificam ondas luminosas e, por meio do nervo ótico, as enviam ao cérebro, onde se forma a visão. Esse sistema extremamente preciso de nosso aparelho visual pode sofrer um processo de degeneração natural que se manifesta de diversas formas e que prejudicam seu funcionamento, como o descolamento de retina, a degeneração da mácula, a degeneração periférica e a retinopatia diabética.

Entretanto, existem hoje tecnologias e procedimentos que podem reparar ou estabilizar essas ocorrências. No Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, oftalmologistas especializados em retina, com acesso a equipamentos de última geração, podem oferecer os tratamentos mais avançados dessa área.

Lembrando que o melhor tratamento é a prevenção, por meio do exame regular com seu oftalmologista. Conheça alguns desses tratamentos e as ocorrências que eles ajudam a tratar.

DESCOLAMENTO DA RETINA

A retina pode se descolar da parede do fundo do olho por conta de inflamação, trauma, envelhecimento natural e, também, por infiltração do vítreo, a substância líquida dentro do olho. Os sintomas são muito variáveis, podem ir de pequenas queixas até a perda total de visão. Na presença de qualquer sintoma, procure seu oftalmologista. Em função do grau ou estágio de descolamento, ou de degeneração da retina, o paciente pode não recuperar totalmente a visão.

Para os casos de descolamento, existem cirurgias de reposicionamento com técnicas a laser entre outras. A vitrectomia é usada quando o líquido do interior do olho (o vítreo) também é afetado: ele é trocado por outra substância, que mantém a pressão sobre a retina, firmando-a no fundo do olho.

SINTOMAS

Flashes de luz aparecem em seu campo de visão. Pontos brilhantes flutuam diante das imagens que você vê. Às vezes, a sensação é a de que uma cortina está se fechando por dentro do olho. Em outras, surgem sombras ou manchas escuras em qualquer direção em que se olha.

DEGENERAÇÃO DA MÁCULA

Parte central da retina, a mácula é responsável pelo centro do campo de visão e é o ponto responsável pela clareza e definição das imagens e percepção das cores. A mácula pode se degenerar em função de fatores genéticos (essa doença é mais presente entre pessoas de pele clara e com idade superior aos 50 anos). A mácula também pode sofrer alterações em função da ação do diabetes nos vasos sanguíneos do olho, da hipertensão arterial ou do acúmulo de resíduos do metabolismo na área afetada. Pode sofrer também a influência de hábitos nutricionais, da exposição à luz solar e ao tabagismo.

O tratamento varia com o tipo de degeneração. Há casos que exigem medicamentos antiangiogiênicos, aplicados diretamente na área afetada e que bloqueiam ou retardam a degeneração. Outro tratamento é a terapia fotodinâmica, que consiste no uso de um laser frio associado à infusão de um corante intravenoso. Em alguns casos, adota-se um aporte nutricional multivitamínico, mudança de hábitos alimentares e o isolamento da exposição solar.

SINTOMAS

Você começa a sofrer uma distorção ou bloqueio da visão central, o que o impede focar os olhos para a leitura, para perceber detalhes finos ou visualizar objetos. Fica cada vez mais difícil reconhecer os rostos. Há uma redução na intensidade ou brilho das cores.

DEGENERAÇÃO PERIFÉRICA DA RETINA

A retina periférica é a parte mais frágil da retina, onde podem ocorrer fendas e esgarçamentos provocados pela tração do vítreo (substância que preenche o globo ocular) ou em situações de alta miopia. Essas situações podem levar a complicações, como o descolamento de retina.

O tratamento indicado para este caso é a fotocoagulação a laser, aplicado diretamente sobre a região afetada, promovendo um reforço na estrutura do tecido retiniano, prevenindo um possível descolamento. É comum que esse procedimento possa ser repetido ao longo dos anos.

SINTOMAS

Progressivamente, sua visão começa a sofrer turvação ou distorções, com perda de visão lateral. Você precisa de luz mais forte para ler ou visualizar objetos. As cores perdem brilho e intensidade. Também sente dificuldade em se adaptar a ambientes pouco iluminados.

RETINOPATIA DIABÉTICA

A retinopatia diabética é uma doença progressiva provocada pelo diabetes sobre os vasos sanguíneos do fundo do olho. Quanto danificados, eles causam hemorragia e vazamento de líquido na retina, que leva ao chamado Edema de Mácula Diabético. Muitos pacientes manifestam a forma leve ou moderada da doença e podem não apresentar sintoma visual. Mas a chamada Retinopatia Diabética Proliferativa oferece grande risco de perda de visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer nutrientes para o fundo do olho e, por consequência, há a formação de vasos anormais que causam o sangramento.

O melhor tratamento é a prevenção. Quem tem diabetes ou casos na família deve manter um controle rigoroso dos níveis de açúcar no sangue. Se você tem diabetes, faça exames periódicos oftalmológicos assim que for diagnosticado com a doença.

Podem ser prescritos remédios anti-inflamatórios, mas existem procedimentos cirúrgicos, como a fotocoagulação, que é a aplicação de luz de laser sobre os pigmentos do fundo de olho, que ajudam na estabilização da doença. O tratamento é simples e feito no próprio consultório. Para situações mais complexas, existem várias alternativas seguras que serão indicadas pelo seu oftalmologista, dependendo do seu caso.

SINTOMAS

Você tem diabetes, ou casos de diabetes na família, e já ouviu falar dos efeitos dessa doença sobre os olhos e a visão. Começa a sentir a visão embaçada, distorcida ou prejudicada por manchas. Pode ter dificuldade de enxergar lateralmente (a chamada visão periférica). Ou mesmo a parte central de seu foco visual pode aparecer prejudicado.

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