O ceratocone é uma doença distrófica, lentamente progressiva, que acomete a córnea produzindo o afinamento e conseqüente enfraquecimento da mesma. A córnea afetada sofre um abaulamento em forma de cone, dificultando a visão e até o uso das lentes de contato.
O ceratocone se apresenta, normalmente, na adolescência. Uma em cada duas mil pessoas é afetada pela doença. A causa permanece desconhecida, embora pesquisas recentes indiquem uma origem genética. Cerca de 10% dos portadores têm outros casos na família. Pacientes alérgicos são também comumente afetados. Outras condições associadas são a asma, eczema, síndromes de Down e Marlin.
Correção do Ceratocone
Nas fases inicial e moderada, o tratamento do ceratocone consiste na correção visual através do uso de óculos e, principalmente, lentes de contato. À medida que a doença evolui a adaptação à lente piora e nessa fase é feita a indicação cirúrgica.
A cirurgia clássica para a correção do ceratocone é o transplante de córnea. Como o transplante é uma operação que engloba vários riscos e também um doador, existem duas alternativas para o tratamento do ceratocone.
As técnicas mais usadas são: a Ceratoplastia Condutiva, usada para corrigir o astigmatismo assimétrico da córnea e reposicionar o cone e o Implante de Anel Intraestromal Corneano, que consiste na colocação de um pequeno anel que aumenta a estabilidade da córnea e permite o uso de óculos ou lentes de contato.
Córneas com um grau avançado de ceratocone obtêm melhores resultados quando submetidas a um transplante. Já os grandes deslocamentos do cone são os melhores casos para a Ceratoplastia Condutiva. As duas técnicas podem ser utilizadas em conjunto, mas a realização de exames pré-operatório é fundamental para determinar o procedimento ideal.
A cirurgia é rápida e bastante confortável, possibilitando o retorno imediato às atividades de rotina. A recuperação visual total pode levar até três meses. A anestesia é tópica, ou seja, através de colírio anestésico, e o procedimento tem duração média de apenas 15 minutos. Aconselhamos o paciente a permanecer no hospital por algumas horas para ter um melhor acompanhamento pré e pós operatório.
A equipe do H.Olhos tem 20 anos de experiência no implante do anel corneano intraestromal
A equipe médica do Hospital Dr. Ricardo Guimarães (H.Olhos) tem grande experiência no tratamento clínico do Ceratocone, em especial o diretor do H.Olhos, Dr. Ricardo Guimarães, que desenvolveu tese de doutorado sobre transplante de córnea e criou técnicas importantes como o procedimento denominado Reconstructive Interlamellar Graft (RIG), uma técnica lamelar para tratamento do Ceratocone.
O Dr. Ricardo Guimarães participou ativamente do desenvolvimento do Anel Corneano Intraestromal, sendo o cirurgião que realizou, juntamente com Dr. Paulo Ferrara, o primeiro implante de anel em olho humano, em 1991. Utilizada no HOLHOS desde 1994, a Ceratoplastia Condutiva é também um desenvolvimento científico do Dr. Ricardo Guimarães junto ao seu idealizador, A. Mendez. Em Outubro de 2005, Dr. Ricardo Guimaraes, Dra. Márcia Guimarães e Dr. Raul Damásio apresentaram na Academia Americana de Oftalmologia o trabalho cientifico “Ceratocone, 18 anos de experiência com o Anel corneano”. O Dr. Frederico Bicalho é palestrante internacional e responsável pelo desenvolvimentos de novos desenhos de anéis e juntamente com Dr. Raul Damásio e Dr. Leonardo Tiburcio formam a equipe de cirurgiões do Holhos.